sábado, outubro 07, 2006

Repúblicas e Monarquias

Há três dias comemorou-se o Dia Mundial do Professor. Não me apeteceu comemorar porque acho que não há nada para comemorar (estou desiludida, cansada e farta de falar sobre este assunto). Foi também o aniversário da Implantação da República. Não me apeteceu comemorar porque acho que não há nada para comemorar (com o actual rumo que o nosso país leva, não sei o que pensar desta "república"). Esta cogitação traz-me à lembrança os meus bloamigos do Condado que são convictamente monárquicos e estão profundamente tristes por se celebrar mais um ano sob a implantação da República. Num comentário que fiz a um post deles, alguém me perguntou «então, das Cruzes de Cristo nos jeans? Não ficou nenhuma reminiscência?» e eu lembrei-me que nos meus loucos anos de faculdade, pejava as calças de ganga de Cruzes de Cristo, primorosamente traçadas, ouvia Heróis do Mar e Sétima Legião, defendia a independência da Galiza e sonhava com caravelas ao vento. Foi o meu período de exaltação patriótica. Continuo a gostar do meu país. Já expressei, em blogs que visito, as minhas opiniões acerca de assuntos que, directa ou indirectamente, remetem para o conceito de pátria e nelas está sempre presente a mesma ideia: gosto de Portugal. Gosto do país, à beira-mar plantado, com uma posição geográfica invejável que, na minha modesta perspectiva, devia ser melhor explorada. Gosto do clima ameno, quando comparado com outros países da Europa, que permite que possamos desfrutar do campo, da praia, das montanhas, dos rios. Gosto das aldeias perdidas, aninhadas no sopé de um monte, das casas de pedra acotoveladas, da hospitalidade das gentes. Gosto da nossa longa história que nos fez um povo de marinheiros e que inspirou Camões e Pessoa. Gosto da saudade. Não gosto dos nossos governantes, ou melhor, da política seguida pelos nossos governantes que parecem obstinados em querer afundar o nosso país. Não sei se a culpa é deste governo, daquele ou do outro. Do que me lembro das minhas aulas de História do Secundário, a perda do papel preponderante que Portugal teve no mundo e o atraso económico não são de agora, nem de há cem anos. A minha personagem favorita dos Maias, o Ega, ateu e de ar mefistofélico já o dizia: "Aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilos, indústrias, modas, maneiras, pilhérias, tudo nos vem em caixotes, pelo paquete. A civilização custa-nos caríssimo, com os direitos de Alfândega: e é em segunda mão, não foi feita por nós, fica-nos curta nas mangas...". Estes nossos governantes consideram que os problemas que atravessam o país se resolvem fechando escolas, maternidades, urgências de hospitais, congelando salários, desmoralizando trabalhadores, assistindo impávidos à deslocalização de empresas. Estes factos levam-me a reflectir e à crucial interrogação: é esta a república que eu quero? Estaríamos melhor com um D.Dinis, soberano culto, que fundou a primeira universidade do país, instituiu o português como língua oficial em todos os documentos judiciais e cultivou a diplomacia, ainda que fosse um guerreiro de respeito? Ou então com D. João II que, segundo reza a história, era um rei inteligente, competente e de vistas largas? Isto soa, muito provavelmente, a lirismos. Os tempos são outros e já não se fazem soberanos assim. Repúblicas ou monarquias à parte, o que eu queria ver aceso era o espírito da portugalidade, em tudo o que ele teve de bom e gostava de o ver reflectido nos nossos governantes cinzentos, agarrados às suas ideias pequeninas, convencidos que são melhores do que todos os outros. Assim, precariamente equilibrada nesta dúvida existencial, penso que parto numa dessas caravelas da minha imaginação e aporto num lugar longínquo onde a realidade seja substancialmente diferente.
Love and ligth!

22 Comments:

Blogger Klatuu o embuçado said...

Cara amiga, permita-me propor-lhe o seguinte exercício mental...
Faça desfilar na sua imaginação os rostos dos Presidentes pós 25 de Abril: Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio e Cavaco Silva (o actual Presidente invisível)... e junte o rosto de Dom Duarte de Bragança...
Olhe atentamente, estude os traços de carácter, imagine os defeitos, as vaidades e os vícios... e depois responda a si mesma em consciência: encontra rosto mais honesto que o do Senhor Dom Duarte?

Os Reis de hoje não são um delírio romântico, não vestem cota de armas e elmo e não carregam de espada e a cavalo sobre a mourama!
São estadistas e diplomatas... e acredite que o Senhor Dom Duarte é reconhecido internacionalmente como um dos grandes... e são sobejamente louvadas a sua sensatez, cultura, inteligência e afabilidade.

2:47 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Se me permitem, cumprimento todas as declarações que aparecem acima.
Porém , gostaria de acentuar o caracter equívoco da 'Portugalidade', sem querer retirar alegria à referência intimista da autora. De facto, o Ega diz tudo; em poucas palavras... ficando assim sujeita a querela a posição que toma.
Não creio que Portugal seja viável sem apoios externos. Poderia ter sido! Estamos a assistir ao desbaratar de outra excepcional oportunidade como o foram, em grandes saltos, 'a India e o Brasil' depois do séc XVI e são hoje os fundos estruturantes (esbanjados, como os d'antes!). Só que, hoje o 'caudal de ouro' é directamente pago e onerado.
Antes do séc XVI, o espaço político-administrativo em apreço exibia uma estrutura de Estado embrionária que não ilustra nem comporta estas preocupações.
A ocorrência da falência dos Estados não é novidade nenhuma, comose sabe...

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(A propósito do tom em que abre o seu comentário, Jade, veja este discurso que me surpreendeu pela crueza
http://zincoquente.blogspot.com/)

3:48 da tarde  
Blogger amorica valente said...

Não conheço muito de seu país, infelizmente, mas tenho muita de conhecer... quem sabe daqui uns 2 anos eu não vá.

OBS: Texto maravilhoso.
Bjs.

6:57 da tarde  
Blogger mixtu said...

bom o klatuu já deu licção...

beijos monárquicos

10:34 da tarde  
Blogger taizinha said...

Eu gosto muito de Portugal (que fique claro), mas continuo a achar que enquanto vivermos a olhar para o passado (e não é preciso ir muito longe) em vez de olharmos para o futuro não chegamos a lado nenhum. Ficamos tipo caranguejo, andamos de lado. É preciso aproveitar o que o 25 de Abril nos permite fazer, e não só dizer.
Podemos converter alguém pelo que somos, nunca pelo que dizemos. – Huberto Rohden, Filósofo brasileiro.

Monarquia, República, quem governa é o Governo.

11:04 da tarde  
Blogger Prof said...

Klatuu, Conde, Pirata-Vermelho,Visconde,
Ainda bem que o meu singelo texto provocou a troca profícua de ideias. É isso que eu gosto de ver... A minha referência à portugalidade prende-se com um certo espírito de se ser português.Sei que Portugal não subsistiria "orgulhosamente só". Pirata-Vermelho, irei verificar a referência que me deu.
Visconde,não sabia que tinhas jeito para o desenho...

11:04 da tarde  
Blogger Prof said...

Taizinha, de certa forma concordo consigo, mas infelizmente padeço desse mal: olho demasiadas vezes para o passado. O país não estaria bem entregue se fosse eu a governar!
Beijinhos!

11:07 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Olá querida Jade!
Para te responder ao que perguntaste no meu post (depois vou ler este teu). As câmaras, que eu saiba, não têm nenhuma taxa para protecção animal, simplesmente porque esse assunto não dá votos. Só para fazeres ideia: A AANIFEIRA tem uma despesa fixa mensal de seis mil euros, a câmara contribui com 500. A única coisa que o cidadão que é sensível a este problema pode fazer é tornar-se sócio de uma associação protectora dos animais e, através disso, essa instituição poderá contar com contribuições fixas que ajudarão a pagar as despesas fixas. Em vez de taxa à câmara poderás dar uma cota à associação.
Beijinho, já volto!

11:43 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

E voltei!
Pois é, respeitando todas as posições referentes à defesa ou não da monarquia, aqui vai a minha modesta opinião:
Alguém disse aqui e eu concordo plenamente, uma monarquia não é garante de um bom chefe de estado, existiram péssimos reis; a república dá-nos a garantia de voto, de uma escolha, do exercício da liberdade. É nesta base que fundamento a minha posição. Não acredito na tranmissão de um poder pelo sangue, apesar da educação ser em função disso; não tolero os espectáculos que a monarquia induz o povo a fazer, as apresentações em público do herdeiro do trono, a defesa da tradição ainda que totalmente desadaptada da realidade.
Desculpem-me os monárquicos mas, sinceramente, embora os países da europa que são monarquias estejam muito desenvolvidos, não consigo ver nessas personagens mais importância do que aquela que as revistas cor de rosa lhes conferem.
Espero não ter ofendido ninguém e estou a berta a que me mostrem o outro lado que eu não consigo ver.
Beijinho, Lu

11:59 da tarde  
Blogger LoiS said...

Grandes verdades as da "Tiazinha" e da "Arteminorca". O tempo não volta para trás. Fiquemo-nos apenas e só pela História!

Li recentemente que a grande moda actual dos ricos, dos mesmos MUITO ricos, está na compra de aldeias/vilas/todo o tipo de localidades que se encontram à venda ... onde podem, efectivamente, ser reis. Fiquei a pensar no capitalismo, saudosismo, ditadura, monarquia e na necessidade humana de afirmação e superioridade perante os demais!

De facto o ser humano é diferente, uns são melhores ( pela raça, sangue, cor, dinheiro ) que outros ! Que hipocrisias são essas que dizem "todos diferentes,todos iguais !?!?!" Que se danem mesmo esses hipócritas que dizem à nascença ao seu filho: um dia serás o Presidente da Républica!Pelo berço se vê o HOMEM

Mas Jade, acredita mais nos políticos e no futuro do país, quanto a mim o mal disto tudo está nos corporativismos e desnorte ao longo das ultimas décadas do Sec. XX. Já não vou mais longe pois não me recordo desses dias ;)!!!
Repara, cada vez que é necessário mudar, um coro enorme de protestos aparece e tenta inviabilizar a mudança. É na coragem e na visão estratégica para o país como um todo " doa a quem doer" que está a quanto a mim a solução. Se formos pelos gostos do A e do B nunca se faz nada, disso temos muitos exemplos.

Confia mais e sê tu também um agente da mudança, pq no fundo o és ;)

Love and Light ;*

11:26 da manhã  
Blogger Prof said...

Arte Minorca e Lois,
Gostei muito dos vossos comentários. Vocês têm provavelmente uma lucidez que eu não consigo ter.
Beijinhos aos dois!

4:11 da tarde  
Blogger José Manuel Dias said...

O futuro dum país não depende do desempenho de um qualquer Governo, por melhor que seja, mas do somatório das acções qualificadas dos seus habitantes.
Dito de outro modo, temos o presente que construímos no passado e teremos o futuro que formos capazes de fazer no presente.
Abraço

11:26 da tarde  
Blogger Marina said...

Concordo com o que disse Jose Manuel Dias.
O problema é que os nossos governantes (independentemente de serem monarquicos ou republicanos) nascem no mesmo caldo de todos os outros cidadãos.
Como li algures num mail que recebi ha uns tempos, desenvolvemos (se calhar ate e genetico) a cultura da chico-espertice. Os nossos politicos nao passam de um reflexo de nos mesmos enquanto sociedade, apenas numa escala maior e mais pública que a maioria de nos.
Enquanto nos, os incognitos, nao conseeguirmos mudar as nossas mentalidades, os nosos politicos tambem nao o farao.

11:58 da tarde  
Blogger Barão da Tróia II said...

Entre uns e outros venha o Diabo e escolha, por mim, podem mudar, estão cansados da República? Mudem voltem à Monarquia, mudará o recipiente e o conteúdo e as moscas serão as mesmas. Excelente texto o teu Jade, boa semana.

10:38 da manhã  
Blogger Xica said...

Oi Jade.
Voltei de fugida p ler os teus posts em atraso (A minha escola, Uma paixão e este em q posto). Qto à tua escola realmente quer-me parecer q mta coisa não está bem, parece q ter a escola aberta é uma obrigação p os responsáveis.
Quanto à aventura da prof virtual-gostei muito mais uma vez. Fico à espera de mais.
Qto à questão q agora colocas francamente, na minha opinião, não me parece q o problema esteja no facto do país ser governado por uma república ou por uma monarquia. A questão está no facto de se terem perdido os valores: honestidade, integridade, honradez hoje já nada segnificam e o q leva os políticos a serem-no são interesses meramente económicos individuais. Muitas coisas não se mudam, como as reformas milionárias, q devem ter a sua quota parte de responsabilidade na bancarrota da segurança social, porque é um tacho q se avista no horizonte deles uma vez terminado o seu papel na vida política. Determinados projectos megalómanos não são deixados de parte, apesar do estado do país q em nada necessita deles, poque há muita gente interessada em continuar a roubar o país e os responsáveis pela sua aprovação certamente não ficarão sem o seu punhado.
Agora pergunto: o q é q um rei traria de diferente? Acababaria com os corruptos? Como? Ser rei é garante de honestidade? Não me parece. Nos países onde a monarquia ainda vigora os monarcas parecem-me ser ornamentos, quais motivos de distração com os seus casamentos, baptizados e cerimónias em geral q arrastam multidões e gastam milhares e no fim não têm voto em matéria alguma. É isso q queremos? Mais entretenimento q nos distraia do q realmente importa? Já temos o futebol e a televisão p nos embrutecer, não queiramos mais. A nossa realidade adivinha um futuro negro, mas ele não desaparecerá se tivermos gente com vida de revista cor de rosa à frente do país.
Chegamos a um ponto em q até o povo admite q um presidente de câmara faça desvios se fizer alguma coisa pelo município. Mas afinal não é essa a sua função? Ele não recebe por isso?
A corrupção passou a ser aceitável e, atrevo-me a dizer, bem vista no nosso país-nenhum presidente de camâra ou junta é bom se não der um tacho a um familiar, amigo conhecido ou conhecido de conhecido (e nisso temos um quê de monarquia). Todos esperam q assim seja e não seria um rei por muito honesto q fosse q iria mudar isso. E depois "todos roubam só q uns mais do q outros".
Bem, mas isto é tão somente a minha opinião e, de bancada, todos somos bons treinadores e p continuar a sê-lo por mais uns momentos, apesar de não concordar com muitas das políticas deste governo, acredito q noutras ele está a mexer no q outros antes não tiverem coragem de mexer c receio de serem impopulares.
Bem, pelo tamanho do comentário, acho q podes concluir q gostei do tema. Beijitos.

10:59 da manhã  
Blogger Lord of Erewhon said...

«Fulanização»??? Claro!! Tipo os jogos palacianos do Jorge Sampaio: queima Ferro, arde Santana... salta para o poder Sócrates liberalzeco!! Pois claro!! O Sousa Lara??? Que se foda o Sousa Lara!!!

Ouçam música gótica! JAJAJAJAJAJAJA!!!

Los Bravos, «Black is Black»: http://download.yousendit.com/FD0DED77598BC2C0

5:58 da tarde  
Blogger Prof said...

Agradeço a todos os excelentes comentários, independentemente da opinião de cada um. Infelizmente, não posso responder pessoalmente a cada um de vós porque nestes dias o meu tempo é muito pouco.Xica, um beijinho especial para ti que estiveste desaparecida durante muito tempo.
Lord of Erewhon, não gosto de censura, mas uma vez que esta casa é minha, agradecia que da próxima vez que faça algum comentário não utilizasse palavrões. Obrigada!

10:45 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Eu gosto do meu País. É óbvio que ás vezes...mas aí eu penso para comigo: "Calma, a culpa não é do País, mas de quem cá vive e (se) governa. Nasci antes do 25 de Abril 74, e como podes calcular tenho histórias, recordações e vivências nada agradáveis dessa altura. Parte da minha juventude já foi vivida pós revolução que me trouxe a mim e a muita gente, uma nova esperança. Hoje....ainda quero manter essa esperança, porque dizem, ser a última a morrer. Monarquia? República? Não quero dizer "venha o diabo e escolha" mas confesso que ás vezes me apetece fazer como tu...apanhar uma caravela;)

8:32 da tarde  
Blogger taizinha said...

Julgo que já quase tudo foi dito sobre as nossas "portugalidades" mas recebi hoje por e-mail, sob o título: "somos bons cidadãos do mundo", umas (daquelas) frases que costumo ler em diagonal, ou não ler, mas que hoje me despertaram atenção e achei que cabiam aqui. Se me permites Jade...

- Quando um português tem um Grande problema pela frente costuma dizer... vejo-me grego;
- Se uma coisa é extremamente difícil de compreender, ele afirma... isso é chinês;
- Quem trabalha de manhã à noite... é um mouro de trabalho;
- Uma invenção moderna e com tecnologia avançada... é uma americanice;
- Quem mexe em alguma coisa que não queremos que mexa... é como o espanhol;
- Quem vive com luxo e ostentação... vive à Grande e à francesa;
- Se se faz algo para causar boa impressão aos outros... é só para inglês ver;
- Se tentas "regatear" o preço de alguma coisa... és pior que os marroquinos;
- Mas quando alguém faz "porcaria" ou alguma coisa corre mal... é à PORTUGUESA!!!!

11:42 da tarde  
Blogger Prof said...

Taizinha, muito bem apanhado!

12:08 da manhã  
Blogger Xica said...

Oi Jade
Já te respondi ao teu comentário lá no meu cantinho. Também eu te peço q não te ausentes por muito tempo.
Beijitos.

10:55 da manhã  
Blogger vinte e dois said...

Já foram ditas aqui muitas coisas. Concordo com algumas, outras menos. Só sei que o nosso país, tenha os defeitos que tem, é para mim a melhor de todas as pátrias. Passei quase metade da minha vida no estrangeiro com os meus pais até ao dia em que lhes disse que me sentia deslocado e que não queria passar o resto da minha vida num pais que não era meu e que não me dizia rigorosamente nada. E regressei. Não concordo com as políticas que se fazem por cá, acho que o nosso país tem potencialidades que não são aproveitadas, sei que os nossos problemas nacionais não são só de agora, vêm por arrastamento de outros governos passados que a lei do desenrasca e do "venha cá o meu que é o que interessa" tem contribuido para aprofundar, mas lá no fundo continuo com a esperança que um dia, alguém consiga levar a bom porto este nosso país que bem o merece por todas as provas que tem revelado ao longo da sua história.

7:22 da tarde  

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