Andróginos?
Depois da descoberta dos 30 Seconds to Mars, fiz alguma pesquisa rápida para ficar a saber quem são eles e depressa percebi que o vocalista - Jared Leto - é também actor tendo protagonizado alguns papéis mais ou menos conhecidos em filmes como Alexandre, o Grande, O Senhor da Guerra, Panic Room e uma breve aparição em Cabine Telefónica. Pude, igualmente, verificar que o seu visual em vídeos como From Yesterday ou The Kill é extremamente cuidado com os olhos perfeitamente maquilhados e unhas pintadas de negro o que me leva ao tema deste post que eu intitulei "Andróginos" ainda que os casos que eu vou referir não devam todos eles ser vistos à luz deste adjectivo.

O Jared Leto, pelos vistos, faz furor entre homens e mulheres mesmo com um visual pouco ortodoxo o que me levou a pensar num outro vocalista de uma banda, este sim, com um visual completamente andrógino e que parece ser, também, um ídolo para milhões de adolescentes femininas que pouco se importam que ele pinte os olhos, os lábios, apresente as unhas cuidadosamente decoradas, etc. Falo de Bill Kaulitz, um miúdo de uma banda alemã chamada Tokio Hotel.

Por arrastamento, lembrei-me de Brian Molko dos Placebo, uma figura muito peculiar, a quem a palavra assenta muito bem e do inevitável Marilyn Manson, personagem indefinível, inqualificável que se encontra, talvez, num outro patamar que não aquele a que me refiro.

Isto levou-me a questionar os actuais padrões de beleza masculinos (masculinos, porque os exemplos apresentados são todos eles desse género), porventura substancialmente diferentes dos de há uns anos atrás. No entanto, se recuarmos até aos anos setenta e oitenta também encontramos casos de visuais arrojados. A memória trouxe-me David Bowie e a sua fase camaleónica, Boy George, inicialmente dos Culture Club, e numa outra onda mas nem por isso menos espectacular, Robert Smith dos The Cure com os lábios eternamente esborratados, olhos carregados e cabelo impecavelmente despenteado.



Love and ligth!